quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019


Se as três folhas de rosa permitem remeter simbolicamente para as três fases da vida, passado, presente e futuro, inscritas nas «evocações, nos «sonhos» e nos «enigmas» a escolha do número doze como referência, consciente ou não, para os conjuntos poéticos dedicados a outrem não deixa de sugerir novas simbologias (doze meses, doze apóstolos, doze cavaleiros, doze horas, doze signos) todos apontando à unidade e à perfeição.

Dedica o autor este livro de poemas a quatro poetas da sua geração, poetas que conheceu e com quem conviveu: Sophia de Mello Bryner Andresen, Maria Judite de Carvalho, Sebastião Alba e António Ramos Rosa. Para além da dedicatória relevada na sua própria escolha, cria o autor um amplo intertexto, com referência à vida e à obra destes quatro poetas, esclarecendo, em versos carregados de emoção e sentimento, a grandeza e as vicissitudes das suas vidas.

(…) A proposta do Álvaro de Oliveira obriga-nos a presentificar a vida e obra dos autores celebrados e a encontrar, em todos eles, um denominador comum, seja no âmbito ediológico, seja no âmbito formal. A evocação (mitologicamente, a recordação do bem e da perfeição) e a sugestão dos sonhos, sejam do eu lírico seja dos autores convocados, traduz o objetivo final que se concretiza na busca da «palavra», do amor e da poesia.

*( excerto da apreciação crítica de José Moreira da Silva – Professor Universitário.

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