terça-feira, 4 de novembro de 2014


Ao sétimo 



Ao sétimo dia começaste por habitar o lugar que marca o limite para um arco-iris se arcar diante dos teus olhos. Já na velha cidade, pintaste com os dedos do primeiro sol, o fim das trevas e, afinal, és uma ave feita de todas as cores.

Não sei donde viste, mas sei para onde vais. Seguirei o fumo duma chaminé antiga para descobrir o bairro onde nasceste, mas nunca saberei dizer onde moras, nunca saberei dizer o teu nome. Nem a cor dos teus olhos, nem as cores do arco-iris, nem mesmo contar o sétimo dia a partir de número algum.   

                                                                                    Álvaro de Oliveira   

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