sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Entre Silêncios e Flores










À Mãe



Já nada posso ver sem que te veja
murmúrio entre as coisas que imagino
farol virado ao mar ou o quer que seja
silêncio ou mesmo o grito do meu hino.

Em nada quero estar sem que não estejas
com os beijos que me deste em pequenino.
Minha mãe sempre amor como que sejas
deusa ou fada traçando o meu destino.

Presença iluminando o meu regresso
sorrisos que me dás em alto apreço
palavras santas em que te reveja.

Outro tempo se foi... que mesmo agora
dobrado à vontade de ir-me embora
ainda não posso ver sem que te veja.


                                Álvaro de Oliveira


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